TREINO PARA SOLTAR O QUADRIL



Um dos fatores para obter um quadril ágil e solto é adquirir sua independência com relação aos joelhos nos movimentos base*. Isso significa ter o quadril como motor principal, podendo movimentá-lo sem que dependa dos joelhos ou dos pés para o passo acontecer.

Todo e qualquer movimento base que aprendemos de quadril podem e devem ser praticados, como exercícios, sem a utilização das pernas.

Um dos movimentos base mais usados nos passos de quadril e de extrema importância para os shimmies, tremidos longos, passos básicos, etc, é o sobe e desce da crista-ilíaca (aquele "ossinho da Dança do Ventre" situado nas laterais do quadril).

 

 

A dificuldade em executar este movimento sem a dependência das pernas, que é exatamente o que define a agilidade, tamanho e força é o que mais encontro em salas de aulas e workshops.

Não confundam este movimento com a batida lateral de quadril! No sobe e desce não existe intenção de transferência de peso e nem impulso de força dos pés como nas batidas. Então aí vai um dos inúmeros exercícios que desenvolvo para soltá-lo em minhas aulas:


- Deitada em decúbito dorsal (de costas) com os pés apoiados na parede,

 

mantenha os pés distantes um do outro na mesma largura de seu quadril.

 

Existe uma flexão ideal dos joelhos que não deve ser de 90º graus, mas sim levemente flexionados.

Certo
Errado



Mantenha a lombar encaixada (encostada no chão) o máximo que puder sem desrespeitar o limite e sem enrijecer os glúteos ou as coxas.

Certo
Errado



Comece o movimento de sobe e desce longo e lento com os ilíacos (anatomia). Os ossinhos ilíacos de cada lado alternam-se num trajeto que vai em direção aos ombros e volta em direção à parede. Mas deixe que o movimento parta do quadril e não dos joelhos.

 

A intenção do exercício nessa posição é movimentar o quadril para perceber sua independência dos pés, das pernas e dos joelhos e assim ganhar domínio através da consciência de que os movimentos de quadril partem dele próprio.


Os joelhos aqui devem se movimentar como se você estivesse em pé, mas não por um impulso que ele dá ao quadril, mas sim o que ele recebe do quadril.

 

Mantenha o sacro, osso grande e triangular logo abaixo da lombar (anatomia) fixo no chão durante o movimento (ele não deve ficar raspando de um lado para o outro e sim em movimento semicircular) como se ele estivesse atarraxado.
Faça um movimento fluído, relaxado, sem trancos ou pontuações nem para cima, nem para baixo. Gradativamente vá aumentando a velocidade do movimento sem diminuir a extensão de seu trajeto, depois aumente a velocidade o máximo que puder nunca encurtando o trajeto. Vá observando os joelhos apenas relaxados recebendo os reflexos de quadril até por fim ter total consciência desta independência. Coloque sua mão de forma a guiar seu quadril para que tenha certeza de que está fazendo certo e para não perder a constância.
Tente agora executar este mesmo movimento em pé, com a mesma consciência partindo do quadril.

Um ponto importante para que ele aconteça solto e largo é manter sempre o peso do corpo equilibrado igualmente nos dois pés sem transferir o peso.

 

É claro que uma pequena oscilação do peso nos pés você irá sentir, assim como em qualquer outro movimento de quadril, mas é diferente da transferência de peso.

Você não tem desculpas para não treinar. Pode ser assistindo tv com a parte traseira articular dos joelhos apoiados no braço sofá, antes de dormir e outras formas mais criativas.
Em pé, pode ser tomando banho, lavando louça, cozinhando, fazendo banho de creme nos cabelos e etc.

Se você executar certo, garanto que este exercício irá soltar seu quadril em pelo menos 60%. Com todas as alunas que tinham problemas em soltar a articulação do quadril por falta de consciência, este exercício funcionou sem exceção.

Espero que pratiquem e com paciência perseverem. Lembrem que o corpo tem um ritmo diferente da mente.

Desejo boa sorte a todas! Escrevam-me para dizer o que acharam do exercício e aguardem mais treinos nesta sessão!



* Denomino movimentos base, os movimentos primais possíveis ao quadril que, constroem passos básicos e complexos.

 

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