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DANÇA
DO VENTRE
Eu
tenho como objeto de meditação meu próprio
corpo, fazendo a
dança
brotar real e verdadeira sem que se torne imitativa. Meu
corpo
é para mim Templo, Morada e Instrumento.
No
Templo eu entro e reverencio, na Morada reconheço-me no
espelho
e me conforto em segurança, o Instrumento eu afino
dia-a-dia
buscando através dele a maestria.
Assim,
minha dança é para mim a Libertação
e nela não existe
tempo
e não existe distância entre o "eu sou",
o "eu habito" e
o
"você é"
Dúnia
La Luna...
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